sábado, 8 de setembro de 2012

Malas Prontas!


Almas livres...



Enganam a si e aos que imaginam poder por algum modo, prendê-las...
Existem almas que se mantém com as malas nas mãos. Mal as desfazem, prevendo decerto sua nova viagem.
Viagem essa que a fazem renascer, já cansadas da estagnação.
Se mostra impaciente e pronta, para mais uma aventura viver.
Que seja melhor que a de antes, pensam tais inconstantes.
Alimentando-se de novas experiências da viagem anterior.
E como um pássaro livre, já não mais deseja ficar.
Não há armadilha ou palavra, que a mantenham neste lugar.
Um som de longe a ouvir, para assim por bem de repente, decidirem se aventurar.
Seus espíritos adormecidos se poem finalmente a despertar.
E dançam em pura volúpia, pela nova aventura buscar.
Subitamente, saltando da cama  de malas já prontas, se encontram cada uma delas o novo caminho almejar.
Que felicidade sentem, ao verem despertar do sono e da estadia em tempos, que passaram naquele lugar!

Escritora Tereza Reche

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Site "ALMAS QUE AMAM"

O site ALMAS QUE AMAM acaba de nascer... Ele trará frases, poemas, crônicas e divulgação de diversos trabalhos literários de amigos meus escritores... Diariamente serão postados pensamentos e reflexões... Estejam á vontade para divulgar na linha do tempo, expor seus trabalhos e críticas!
T.Reche

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Estranho No Ninho (Conto)

São Paulo capital...
Naquele quarto, da mansão de seus pais, ou nos passeios sem destino no carro do ano oferecido sem esforço algum por eles, Fabrício contia um vulcão de rejeição pelo óbvio, pelo fácil e pelo injusto... Uma riqueza nauseante contrastada com a realidade que berrava pela sua alma.
O que foi feito erroneamente por Katarine sua mãe? Uma arquiteta casada com um dos mais bem sucedidos juízes daquela cidade, que sempre teve uma certeza insana, a de que conhecia sua prole...
Mas um silêncio tão nítido nos olhos de Fabrício provariam de forma devastadora á orgulhosa Katarine, que existia um clamor lá fora... Fora do conforto de sua mansão e dinheiro fácil.
E que talvez o apelo que o submundo fazia quase de forma inaudível para ela, gritava por seu filho de forma irresistível!
 
 
 
"Um Estranho No Ninho" é um dos contos da minha coletânea "No Foco Daquele Que Ama"

Desencontro de Marés (Conto)

2010... E a crueldade de um amor á distância.

Desde quando amores devem necessariamente serem vividos da forma que se idealiza a sociedade, para que se eternizem?
Não... Não necessitam.
Os dias vindouros, aliado a era da tecnologia haveriam de provar, que nem sempre sua alma gêmea chegará até você, e que em alguns casos como o de Paulo e Ana, jamais se unirão. Porém, mesmo a distância friamente rompendo sua paz, e nenhum esforço sendo reconhecido pelo destino... Eles entenderam que as vezes, apenas alguns dias bastam para que a alma mesmo agora sozinha, aceite; em algum espaço real, o amor existiu.

 
"Desencontro de Marés" é um dos contos da minha coletânea "No Foco Daquele Que Ama"


Ditadura de Corações (Conto)

1930... Minas Gerais, Ditadura Militar, era Vargas...

Anastácia tinha uma lado perigoso, a inocência... Felipe, um lado oculto, sua fraqueza frente á ela... Mas nem o perigo daquela ingenuidade ruiva, nem o amor entregue dele escondido do mundo, os libertariam da mais insana das ditaduras; aquela que impõe seu legado aos corações!
E perdidos em meio á interesses que não eram deles, pagaram por uma década sangrenta e fria, um preço alto demais.


"Ditadura de Corações" é um dos contos da minha coletânea "No Foco Daquele Que Ama"

Proposta de Capa do meu Romance "Armadilhas de Um Tempo"

O Romance ARMADILHAS DE UM TEMPO será dividido em parte I e II... A Primeira parte está quase pronta \o/... Segue a proposta de capa.
 
 
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"NO FOCO DAQUELE QUE AMA"

COLETÂNEA - "No Foco Daquele Que Ama"

Enquanto o século da tecnologia une corações, mesmo que as vezes em um enovelado de sentimentos e desencontros (1º), a década de 30 trazia prisioneiros de amores possíveis, entretanto proibidos por interesses político-militares.(2º)
E distante dessas realidades, estão á rasgar as águas do oceano da Europa, duas vidas que foram unidas pela traiçoeira personalidade dos mares, não ousariam fugir desse destino.(3º)
Por fim, as aparências muito nos engana, mas aquele que consigo viveu tantos anos, não lhe surpreenderia... Será? Nem mesmo após vinte anos, a mãe conheceu o espírito do filho.(4º)

São os quatro contos da Coletânea "No Foco Daquele que Ama"

1º - Desencontro de Marés (Ficção)
2º - Ditadura de Corações (Romance Histórico)
3º - Sinais de Um Amor (Ficção)
4º - O Estranho No Ninho (Ficção)

Agora é só publicar = }


sábado, 1 de setembro de 2012

Ontem, Hoje e Sempre...

ONTEM

Quase amou e foi amada.
Sentiu-se então sufocada.
Fugiu pra bem longe dali.
Agora, sem mesmo se permitir.
Ama e não é amada...
Sufocando aquele que ama.
Haverá  será sempre um desencontro?
Quando muito se quer, pouco tem.
E quando pouco deseja, muito lhe vêm.
Por que assim faz o destino, volúvel e sem direção?
Enlouquece a mente e desvirtua o coração.
E o corpo fica à vagar, carregando alma agitada.
Desejando quem não a deseja, repelindo quem quer se seja.
Nesse abstrato da vida, se vê tão longe de ter.
A paz que procura esta alma, que tão fácil haveria de ser.
Mas querendo aquele que a livre.
Das correntes do desejo do outro.
Acaba ficando a lacuna, perdendo o sentido da vida.
Seguindo a caminho do nada, a não encontrar a chegada.
Não se vê nada mais, além do fim sem começo e uma constante visão.
Daquele que seria e não foi, por sempre estar de partida.
Concluo e entendo agora, que ontem plantou a história.
Fugiu de momentos felizes, que hoje lhe faltam em memória.
E que sempre estará a procura, de algo que já não mais existe.
Essa procura tem nome, e foge ao possível de ter.
Seu nome dá início a escrita, e não dá chance de vida, àquele que outrora se fez perder...








quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vento...

E o poeta faz mais uma coletânea de desilusões... Sua missão está cumprida. Devastadora brisa que vinha de longe... Sente-se ele sem pernas para fugir, sem braços para estender e assim ajuda pedir, sem seus olhos á ver onde está.
Se vê distante de casa, sem mesmo saber, de qual casa será? Anda agora com a mente, para lá e para cá... Foi um vento que ouviu dizendo suavemente... nos ouvidos do poeta que ainda lhe pertenciam. "Venha, eis o momento em que tudo será definido, em que tudo será diferente..."
Mas não tratava de voz, tão pouco verdade ao poeta, apenas vento... Qual da forma que soprou, da mesma, friamente a levou.
Agora eis o poeta, estendido no chão, sem seus braços e pernas, sem os olhos, apenas a mente, á guardar cada momento, daquele vento que veio, soprar a brisa distante e tão boa, de se fazer mesmo sabendo, que se tratava... "De vento".



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Vazio... Simplesmente Vazio...


Percebemos quando amamos, quando odiamos, quando somos amados, e quando não o somos...
Desejamos algo, com ardência, e deixamos que se dissipe o desejo, simplesmente por não encontrarmos neste "algo", a mesma ardência e sim, um gélido silêncio camuflado num falso sentimento aparente.
Os passos caminham de encontro ao objeto de desejo, enquanto se tem forças ... E quando os passos vão cessando feito um coração já em seus últimos pulsos, é visto o momento de retrocesso.
Nem triste mais o é, simplesmente é nítida essa hora, momento em que mente e corpo juntos pela primeira vez conectados entendem, não mais há o que ser feito, nem criatividade há que possa salvar os destroços restantes de tão óbvio desamor.
Culpa, quem teria? Não...nem existe tal palavra... Só uma nuvem pálida e sem perfume algum, trazendo saudade de tudo, levando as lembranças de nada...
E assim se termina, histórias de amor, que jamais existiram...á não ser na mente daquele que amou.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Trecho de um capítulo do romance "Armadilhas de Um Tempo"


Segue mais um pequeno trecho do capítulo que estou escrevendo do romance "Armadilhas de Um Tempo"...
"Sim...Pensou Catalina vagamente em sua mente confusa pelas torturas e dores, aquela voz...Era sim Ângela, mas onde ela estava? Estaria ela no paraíso? Ou era um sonho? O que era aquilo? Precisava pensar, assimilar tudo aquilo... Enquanto sua lenta mente, deteriorada pelos meses de tortura constante tentavam captar aquele cenário atípico, um frei que acompanhava  Ângela tomou a frágil moça nos braços.  Retiraram-na de forma calma, pois traziam uma carta assinada pelo cardeal Afonso de Portugal, qual tinha contato e amizade próxima com a agora madre superiora da 3ªOrdem do Carmo. Afonso era um cardeal infante, tinha apenas 30 anos, mas sua aversão pelo protestantismo era explicito, não permitia sequer livros e escritas advindos da Alemanha na época, visto que o rei Henrique VIII havia se desligado de Roma por se apaixonar por Ana Bolenna...
A inquisição em Portugal era relativamente letárgica em relação á Espanha, porém, Afonso preparava o campo para uma batalha tão sangrenta quanto. Porém, a amizade dele com Ângela, e seu desconhecimento acerca dos verdadeiros ideais dela, lhe davam privilégios indiscutíveis, ainda mais em tempos como aqueles... E nesse emaranhado de interesses, vínculos de amizades e segredos, Catalina finalmente estava livre.
E como se a alma dela fosse a alma de Esteban, e a dele fosse a dela, a liberdade que soprava ventilando seu espírito, foi um refrigério para o dele mesmo á distância em meio aos lençóis moribundos do corpo cansado e inerte daquele rapaz.
Seus olhos despertaram de repente, o corpo não movia, estava fraco demais, porém, o olhar abriu para ver o que era aquela sensação de liberdade estranha que de repente tomou sua alma.
Sua mente voltava mais uma vez ao passado, daquela tarde tão bela, e um sorriso quase tolo surgiu depois de tantos meses no rosto ressequido do rapaz... O coração inexplicavelmente parecia saltar no peito que pouco lhe chiava a respirar com esforço naqueles dias... Que felicidade estranha seria aquela... Estaria ele ficando louco?
Estaria por fim enlouquecido por tanto sofrimento e espera? Ficou confuso, tentou levantar-se... Sentiu dificuldade, mas sentou-se, e pode alcançar ao menos o raio fino do Sol no seu olhar tão tristonho, que agora transbordava uma felicidade singela e harmoniosa, quase divinal... Quase insana... Sem identificar o que e por que dela... Apenas sorriu.
Na longa estrada de partida, a carruagem que levava Catalina, era escoltada por cavalos brancos e seguranças do clero. Ela estava adormecida, até que a brisa fria despertou seu sono leve, e pode ver lá fora, finalmente uma luz que há mais de um ano não via... Levou as mãos aos olhos, estavam ainda sensíveis demais, voltou o rosto ao ombro de Ângela que a acalentou como uma mãe, e então voltou á adormecer."
A imagem, é a montanha de Montserrat na Espanha, onde Catalina, minha personagem fictícia, ficou encarcerada durante seu período de tortura pré-julgamento e execução pelo Tribunal do Santo Ofício.

sábado, 21 de julho de 2012

Quem é o Peixe, quem é a Lua?

Vou contar-lhes uma história:

Certo noite um peixe das profundezas do mar, viu pelo reflexo das águas um pequeno ponto de luz repentina, ele percebeu que esse feixe de luz não surgia sempre, era raro, tinha um formato semelhante á sua espécie, e se apaixonou pela imagem formada da película da água, não percebendo que se tratava da lua!
Seus dias eram angustiantes, pois ansiava pela noite que aquela linda imagem lhe trouxesse os diminutos momentos de tão puro prazer eterno.
Esse peixe passou toda sua vida apaixonado pela lua, e jamais descobriu de fato quem ela era, tão pouco interessava saber, pois o que ela lhe oferecia, mesmo que raramente fosse, lhe bastava trazer.
Existem sentimentos, tão inexplicáveis, que não precisam de nada á não ser serem sentidos. Esses sentimentos surgem de forma tão incomum para os dias em que tudo é físico, que sentir apenas, ou se mostrar heroico como o peixe que amou a lua, poucos o fariam...
Antes ter morrido amando a lua, iludido ser amado por ela...Que descobrir que ela jamais existiu, portanto jamais o amou...Seria doloroso demais...
Mas caso houvesse uma chance surreal da lua tornar-se um peixe, e mergulhar até ele, rompendo a distância entre o céu e o mar, isso faria... E jamais o deixaria, sendo sua ilusão, e o olhar ansioso do peixe por fim por eles destruídos.





segunda-feira, 16 de julho de 2012

Estive Pensando em Mim...


Estive pensando em mim de ontem para hoje, como sou inconstante...Como sou volúvel, e ao mesmo tempo previsível e de certa forma de uma personalidade imutável ao mesmo tempo...Não, não é contrastante o que eu disse...


Vejamos, já fui anarquista, me aquietei por vencida, revoltei-me com a hipocrisia, e voltei á contestar com o mundo! Vencida de novo me calei, temendo se punida pelos céus, mantive os pensamentos alinhados e um vulcão de ideias e incertezas borbulhando na minha massa cinzenta... Revoltei-me novamente e disse o que pensava, contestei através da escrita e não medi letras nem exclamações. Fui irônica, fui incompreendida entretanto respirei aliviada... Mais uma vez me escondi depois de um choque, num silêncio assombroso, me mantive assim e ainda tento dele escapar...Mas sinto o perfume de uma estrada que me chama para mais uma vez como todas as outras, dizer o que não gostam de ouvir, escrever o que temem ler, e mostrar que de nada serve para aquele que sabe o que defende, dizerem em deve crer ou fazer...Ou seja, melhor é que desistam de uma mente assim!


Afinal, sequer estas compreendem á si mesmas, inconstantes, misteriosas, fluidas demais... Ora possuidoras de uma imensa luz qual seria capaz de clarear todas as outras que se aproximassem dela, ora sombrias perdidas de si mesma... São mentes ricas e pobres, tomadas de uma bipolaridade constante, entre o que desejam e o que precisam ser, pois o que são não podem revelar num mundo que não as aceita, pois elas não o aceita também.


Inimiga do sistema invencível, relutante contra um ser maior que eu...Como seria vitoriosa a ponto de sair ilesa? Então irei prosseguindo dessa forma muito característica minha, ora me calando onde me reestabeleço e me alimento de um silêncio oportuno, ora fortalecida, exclamando ainda de boca cerrada, através da escrita, minha indignação que me corrói de forma esmagadora dia a dia, enquanto neste mundo qual repugno, ainda vivo...Detalhe, "ainda vivo...".


domingo, 15 de julho de 2012

DESISTÊNCIA...

Existem duas formas de desistência de um amor... Quando não se deseja mais esse amor, pois ele nunca existiu. E quando se deseja demais, sem que possa existir...Esse segundo feito, doloroso demais se faz, então melhor é a desistência que a persistência neste...Amores que findam, jamais foram amores, foram antes, sentimentos corriqueiros, ligeiros quais passam por entre nós, mas aqueles que se farão eternos, bem saberemos logo sua presença...E que se fuja dele, ao saber que são impossíveis...Por que existem amores falsos de fácil acesso, e amores verdadeiros quais jamais se realizarão, como que numa brincadeira cruel do destino que nos guia, simplesmente não permitirá este, que se revele a beleza do amor...Então, é aconselhável, que se desista dolorosamente, mas definitivamente da ilusão que envolve o sentimento da impossibilidade de amar, quase sempre esse fenômeno é seguido do desapego de um dos lados, fazendo o outro carregar a dolorosa bagagem da lembrança desse fato em solidão amarga...Torna -se melhor desistir de amar, por amar demais, sem poder amar... Que fique claro ao ser amado, que foi amado, que ainda o é... Mas que deixará de ser, assim espera o ser que ama, pois não foi permitido á esse amá-lo da forma que hoje o ama.

Sem mais...15/07/2012



sábado, 14 de julho de 2012

"Amor Não é Convivência"

O que vem a ser "dar certo" em relação ao amor? Seria um encontro ir até o fim, ou um beijo terminar em dois corpos na cama? Seria mais além, um casal permanecer junto até vias de fato, se unirem em matrimônio?
Loucura isso tudo é ao meu ver... Pois existem desencontros daqueles que amam, beijos que se tornam únicos, e amores que jamais se reencontrarão nesta vida!
O amor, é abstrato demais para se materializar da maneira que o enxergamos... O amor é algo que não necessita de cronos, de toque ou certeza, não precisa de recompensa ou retorno...Apenas existe, ou não.
Um sentimento desse porte, é tão excelente e maior que tudo o que se conhece, que despreza reencontros, despreza continuidade ou matéria...Sua essencia se faz perfeita o bastante, para dispensar qualquer outro sentimento, mesmo que o próprio amor, para que venha existir e manifestar-se na alma de alguém.
O amor não mora no coração, não enxerga fisicamente nem percebe o tempo, o que arde em saudade é a carne necessitando da outra qual se pode amar, ou não... A ansiedade é pelo toque, pela matéria e pela química deste mundo, qual o amor nada tem parte.
Sendo assim, se torna possivel amar, não se encontrando, não se tocando, não se convivendo...
"Amor é convivência"
De forma alguma aceitaria essa afirmação, há pessoas quais  jamais conviveram com quem amam, e jamais amaram com quem conviveram...A convivência mostra-se muito mais de forma nítida, como a responsável pela rotina, e pelo fim do amor, e não o contrário.
E haverão os que amarão, e jamais se encontrarão...Mas nem por isso, deixarão de amar...
O amor é simplesmente amor... Mais nada á ele se deve acrescentar, apenas e somente "amor".


Cena do filme Cold Montain, tudo haver com essa postagem sobre o amor, provando que se existe algo que ele despreza para existir, é a convivência!

Sinopse (O Silêncio de Eüller)

Um recém graduado em Filosofia, jovem participante de baladas, amizades perigosas e uma vida desregrada, faz com que esse jovem de classe alta, venha colher amargos frutos anos depois. Aniquilado por uma depressão profunda e crônica, envolvimento com drogas e inúmeras tentativas suicidas, finalmente encontra seu apogeu ao receber a notícia de ser portador de linfoma, uma neoplasia malígna que o levaria desta vida em curto prazo de tempo. Seria o fim de tanta angústia...
Entretanto, por ironia do destino, nessa fase encontra o que jamais ousara sequer procurar, seu grande amor, e agora, próximo do fim, vem desejar mais que nunca, nada mais nada menos, que sua vida!
Seria tarde demais?

"Eüller"...Misterioso até mesmo para mim!



A Liberdade é Chegada á Alma do Poeta!

Hoje se completou a metamorfose... Daquelas que doem, massacram e dilaceram á ponto de fazer-lhe sentir-se quase morto...
Mas as asas foram completadas, e elas adiantarão á bater... Como pode tanta dor gerar uma paz e individualidade tamanha!? Olhar e estar bem, saber que não haverá nada mais que isso, e sorrir quando antes apenas chorava.
Como é volúvel o coração do poeta, como é alma escorregadia de si mesmo, enquanto grita por socorro vindo este, capaz é de ignorá-lo e olhando-o por cima deixá-lo para trás, voando agora ligeiramente.
A alma do poeta não é confiável... Nem mesmo para ele, desconfie sempre destas, quais não conhecem seus minutos posteriores, basta um olhar, um sussurro ou ainda um imaginar, para que tudo seja uma nova história.
Quantas vezes estas almas se surpreenderam á si próprias, mostrando-se misteriosas até mesmo para a capa que as protege.
Quão sedutoras são estas almas, envolvendo de forma distante a mente dos que tentam alcança-las, esforço perdido o é... Antes se mantenha distante, apenas a observá-las, será diminuída sua decepção, elas sofrem decepções, mas regeram de forma assustadora... Não ocorre o mesmo com os que se entrelaçam nelas.
Uma vez envolvidos em seus pensamentos voluptuosos, em seus olhares lânguidos e inertes de pecado, quase puros então, impossível se torna simplesmente esquecê-las. São pura paixão, porém inundadas de ternura e castidade insana as almas destes seres, os poetas, que voam feito beija-flores, quais não serão capturados tão facilmente, que desista qualquer um que deseje fazê-lo.
Apenas saibam, elas choram sim, de forma á rasgar-lhes a carne literalmente se caso for, entretanto como divinamente despertam um dia, seus olhos fitam o nada e esses mesmos se encarregam de transbordar-lhe o peito de ansiedade e desejo por liberdade...
Uma liberdade de sentimento, de paixões, de amores, de alegrias ou não, tornando-as castas novamente, esquecidas de qualquer palavra dita ou ouvida. Então renascem de um minuto á outro com as vestes novamente alvas, para novos sonhos e novas dores!
Portanto, almas que não poéticas...Esqueçam seus desejos mais profundos, pois essas almas já não pertencem á este mundo!
 



quarta-feira, 11 de julho de 2012

SINOPSE do meu segundo livro "O SILÊNCIO DE EÜLLER"



O SILÊNCIO DE EÜLLER

Existem dias em que não estamos bem... Existem anos que não estamos bem... Mas existem almas, que nunca estão bem..

Em uma cidade tranquila do Estado de São Paulo, um rapaz chamado Eüller Scaravatti, estava apressado. Andava no ritmo dos carros agitados na hora do almoço, todos queriam comer àquela hora... Mas ele mal se lembrara disso, com um currículo na mão apressava-se para tentar talvez pela última vez de tantas outras um novo emprego... Recém-formado em Filosofia tinha planos de “mudar o mundo” com seus pensamentos tão revolucionários... Pobre Eüller... Em que momento ocorreu-lhe que isso seria coerente? Mas lá estava, toda sua energia posta e transpirando por seu ser, até que encontrou na porta do prédio que havia solicitado que enviassem currículos para a vaga, um aviso com letras garrafais: “VAGA PREENCHIDA”. Sorriu para si mesmo, introspectivamente, como que ironizando a situação... Maneou a cabeça, e levando a mão á despentear-se deixou aquela cena, e lentamente agora teria apenas que voltar... Voltar e voltar... Como de costume, pensou com ele mesmo. Esse era o destino de Eüller, um rapaz qual viria á manipular sua própria vontade de desistir, até que um desânimo colossal lhe engolisse repentinamente, e  então, o destino resolvesse brincar mais um instante com ele, trazendo-lhe depois de toda uma Vida; uma razão qual  não mais lhe serviria depois de todo um teatro em que atuou, onde a vítima do drama e o “bobo da corte”, fora ele...

PRIMEIRO CAPÍTULO

"Onde Estão os Sinais?"